Código de Ética

Todas as práticas e as decisões editoriais adotadas pela Revista Alomorfia são fundamentadas nas políticas editoriais descritas neste site. O corpo editorial da revista está em permanente estado de formação e aperfeiçoamento quanto ao estado da arte, e com as diretrizes e normas que regem as boas práticas da editoria científica.

A equipe editorial adota as medidas necessárias para identificar e previnir a publicação de manuscritos em que ocorra má conduta de pesquisa ou violações éticas, incluindo plágio, manipulação de citações, falsificação ou fabricação de dados, ausência de autorizações pertinentes, discriminação, autoria fantasma, entre outros. As situações e alegações que chegarem ao conhecimento da editoria e/ou de seus avaliadores serão levadas ao Corpo Editorial, que tomará as providências cabíveis, incluindo o encaminhamento às instâncias superiores, como a Comissão de Ética da Capes, se necessário.

A Revista Alomorfia segue as diretrizes do Código de Conduta e Boas Práticas do Commitee on Publication Ethics (COPE). A revista recomenda que toda a equipe editorial - bem como as pessoas avaliadoras e autoras - conheçam e sigam essas diretrizes. Para mais informações, visite o link: https://publicationethics.org.

Em casos de suspeita ou denúncia de violação às políticas editoriais, a revista seguirá o fluxo estabelecido pelo COPE, incluindo investigação inicial pela editoria-chefe, comunicação com os autores e, quando necessário, consulta ao comitê editorial para deliberação. Os manuscritos poderão ser rejeitados, retratados ou sofrer correções, conforme a gravidade da situação.

A Revista Alomorfia também adota os princípios descritos no Código de Boas Práticas Científicas da Fapesp e Códigos de Conduta do CNPq. A Revista Alomorfia também recomenda a leitura do Guia de boas práticas para o fortalecimento da ética na publicação científica da SciELO Brasil, disponível para leitura no link: https://wp.scielo.org/wp-content/uploads/Guia-de-Boas-Praticas-para-o-Fortalecimento-da-Etica-na-Publicacao-Cientifica.pdf

 

Estrutura Geral do Fluxo para Denúncias de Má Conduta

A Revista Alomorfia adota um procedimento sistemático e transparente para lidar com denúncias de possíveis violações éticas ou de más condutas relacionadas aos trabalhos submetidos ou publicados. Esse processo tem como objetivo assegurar a integridade científica, proteger os direitos das partes envolvidas e manter a credibilidade da publicação.

1. Recebimento da denúncia

As denúncias podem ser encaminhadas por diferentes atores do processo editorial e científico, tais como pareceristas, leitores, membros do corpo editorial ou mesmo terceiros que identifiquem irregularidades. Todas as comunicações devem ser registradas pela editoria, que avaliará inicialmente se a denúncia contém informações mínimas para justificar a abertura de uma análise.
Para formalização, as denúncias devem ser enviadas para o endereço eletrônico: revista.alomorfiafatecpp@gmail.com.

2. Análise preliminar pela editoria

Uma vez recebida a denúncia, a equipe editorial realiza uma avaliação inicial, buscando verificar a plausibilidade das informações apresentadas. Isso pode incluir, por exemplo, a utilização de softwares de detecção de plágio, a checagem de consistência nos dados apresentados ou a identificação de falhas relevantes na metodologia.
Caso não sejam encontrados indícios suficientes, a denúncia é encerrada, e o denunciante (quando identificado) é informado sobre a decisão. Havendo, contudo, elementos que justifiquem a continuidade da apuração, o processo avança para uma investigação formal.

3. Comunicação aos autores

Se a denúncia for considerada válida para investigação, os autores do manuscrito são notificados formalmente por e-mail. Nessa comunicação, são convidados a apresentar uma resposta ou justificativa no prazo de até 30 dias. Todas as respostas encaminhadas pelos autores são devidamente registradas e passam por análise da equipe editorial, assegurando que seu posicionamento seja considerado antes da tomada de qualquer decisão.

4. Avaliação pela editoria ou comitê

Após o recebimento da resposta dos autores, a equipe editorial ou, quando necessário, o comitê editorial avalia as informações apresentadas.

  • Se a explicação dos autores for considerada satisfatória e o problema identificado se caracterizar como um erro honesto e passível de correção, o artigo poderá ser ajustado por meio de modificações editoriais.
  • Por outro lado, se a resposta for considerada insatisfatória, omissa ou se confirmar a ocorrência de má conduta, a editoria poderá recomendar a rejeição do manuscrito (quando em fase de submissão), ou ainda a retratação ou correção pública (quando já publicado)

5. Decisão editorial

As decisões tomadas variam de acordo com o estágio em que o manuscrito se encontra:

  • Antes da publicação: a consequência imediata é a rejeição do trabalho, impedindo sua continuidade no processo editorial.
  • Após a publicação: a revista emitirá documentos oficiais (Anexo 1) conforme a gravidade do caso e a natureza da falha identificada.

6. Comunicação a instituições

Nos casos considerados graves — como falsificação ou fabricação de dados, manipulação de imagens ou plágio em larga escala —, a revista poderá ir além de suas próprias medidas internas. Nesses contextos, a editoria notificará oficialmente a instituição de afiliação dos autores, bem como, quando pertinente, os órgãos de fomento responsáveis pelo financiamento da pesquisa, a fim de assegurar que as providências cabíveis sejam adotadas também em âmbito institucional.

 

Anexo 1: Documentos Oficiais relacionados à violações éticas

1) Carta de Errata

Será emitida em casos de erro de edição/produção que não altera resultados, conclusões ou a interpretação científica (ex: nomes de autores com acento trocado; afiliação incompleta; ORCID errado; legenda truncada).

2) Carte de Corrigendum

Será emitida em caso de erro dos autores em conteúdo (ex.: valor numérico, referência, rótulo em tabela/figura) com impacto limitado, sem mudar as conclusões (ex: coeficiente digitado errado e, tabela; figura trocada por versão anterior; equação com símbolo incorreto).

3) Carta de Addendum

Será emitida quando os autores precisarem complementar informação não essencial ao veredito original, mas útil à transparência (ex: esclarecimentos sobre depósito de dados; inclusão de link para código aberto; atualização de licença/uso de imagem; nota ética complementar).

4) Carta de Expressão de Preocupação

Será emitida quando houver suspeita plausível de má conduta ou falha grave, investigação em curso e demora razoável para conclusão (p.ex., apuração institucional) (ex: suspeita de manipulação de imagem; denúncias de dados irreplicáveis; possível ausência de aprovação ética).

5) Carta de Retratação

Será emitida quando evidências demonstrarem que o artigo é inseguro ou inválido. Causas típicas: plágio substancial; fabricação/falsificação de dados; aprovação ética inexistente ou enganosa; manipulação grave de imagens; análise estatística viciada que muda conclusões; ausência de consentimento essencial; violação grave de direitos autorais.

6) Carta de Retratação Parcial

Será emitida apenas seções específicas são comprometidas, mas parte substancial permanece válida (ex: subconjunto de imagens manipuladas; experimento secundário com erro crítico; amostras mal rotuladas em uma análise).

7) Carta de Remoção/Apagamento

Será emitida em casos de ordem judicial; violação grave de privacidade; risco à vida/saúde; difamação comprovada (ex: publicação inadvertida de dados identificáveis sensíveis; material sob sigilo legal).